Acredito piamente na filosofia de Nuno Cobra. Todavia, estou
indo para a Maratona de NYC para viver os 42.195km, com o intuito de que fiquem
em minha experiência de vida e em minha história. As fotografias e a medalha
serão realização.
Porém, encarar o desafio de uma maratona é também nos
preocuparmos com o tempo. Então, a gente não pode ser tão simples, assim, e jogar o relógio fora! Porque mais de cinco horas (o meu tempo proposto por
meu treinador para completar a prova) correndo, o corpo sente demais devido ao
número de passadas ser muito repetitivo e estressante demais para uma só pessoa. Sem
contar que numa maratona se perde de 3 a 4 Kg em líquido, e quanto maior o
tempo usado para percorrer o caminho, maior essa perda de líquido acontece e
maior tem que ser a capacidade de reidratação do organismo. Ou seja, quanto maior o tempo usado para concluí-la, mais estafado e sentido o corpo estará. Acrescento ainda, que uma maratona é caminho suficiente para se resolver todos os problemas terapêuticos com a gente mesmo. É muito tempo a gente com a gente mesmo numa só toada!
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| Este é o relógio com o qual correrei a Maratona de NYC, o qual ainda estou aprendendo a lidar. |
Enfim, para quem vai fazer uma maratona, acredito que não dá
para jogar o relógio fora como propõe Nuno. Vez ou outra é preciso ficar
atento ao tempo, aos passos, para que não se perca em seu próprio caminho e em
seu próprio tempo. Por isso que precisamos treinar muito, muito e muito!
Pois, como preconiza Nuno Cobra, a competição nada mais é
que o resultado do nosso treinamento. Assim, ela tem de estar baseada naquilo
que a gente pode realizar. O tempo será uma mera consequência.
Assim espero! Que o tempo seja uma mera e boa consequência de meu treino.
Assim espero! Que o tempo seja uma mera e boa consequência de meu treino.

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