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domingo, 29 de julho de 2012

1ª Corrida Nipo Brasileira

Com meu amigo Dudu, que pegou
5ªlugar no pódio com o feito de 10km em 33'.

     Hoje participei correndo 10km da 1ª Corrida e Caminhada Nipo Brasileira, que aconteceu no Centro histórico de São Paulo. Fiz o meu melhor tempo em 10 km, que foi de 1 hora. Entretanto, achei o percurso chato, embora muito bonito. Particularmente, eu não gosto quando tenho que dar duas voltas no mesmo lugar. Meu psicológico fica irritado quando enxerga a mesma subida e os mesmos obstáculos. Mas como sempre, irritada ou não, segui em frente, e fiz uma boa prova.





    Seguindo a lógica desta corrida, se eu conseguir manter o meu ritmo na Maratona de Nova Yorque, conseguiria fechar os 42.195km em 4 horas e quinze minutos. Todavia, nem sempre a lógica me acompanha mesmo sendo uma pessoa completamente intuitiva e pensadora, ou pessoa chamada de racional.
     Minha racionalidade me diz que manter esse ritmo da prova de hoje por mais três horas e pouco, no dia da maratona de NY, será um tanto difícil ou quase impossível, e vai exigir não somente esforço. Um pouco de sorte, eu diria, de estar num dia com tudo em perfeito equilíbrio físico-emocional. Obviamente, que depois de treinar os longos seis meses para tal maratona, serei dura e árdua comigo mesma durante os 42.195km que terei que cumprir no grande dia.





Enfim, mais uma prova de 10km concluída e um ótimo dado em minha história para me balizar e me ajudar a determinar a minha direção. Quero, também, dizer que quanto mais corro provas de 10km, mais curtas elas ficam.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vício ou Necessidade


     A cada vez que me pego me inscrevendo para alguma prova de rua, me pego, também, pensando se isso é um vício ou uma necessidade. No momento devo acreditar que é mais por necessidade do que pelo vício. Todavia, eu vinha no ritmo de fazer uma prova de rua por mês, sobretudo, para me incentivar. Mas com os treinos para a maratona as coisas mudaram demais.
     Os treinos para a maratona exigem um volume de corridas maiores, e em comparação ao que eu vinha correndo, uma quilometragem rodada por semana, também, muito maior do que de costume. Com isso, com quase dois meses de treino, precisei usar novas estratégias para não empacar, enlouquecer e conseguir ir adiante sempre motivada.
     Uma das medidas que tomei foi associar o treino da musculação juntamente com os treinos de corrida durante a semana. Desta forma, fico com dois dias inteiros e intercalados para descanso e recuperação, o que penso que será primordial e muito bom para mim, que já andava meio exausta.
     Outra medida que tomei, foi me inscrever para mais provas de 10 km aos finais de semana. Desta forma, cumpro o meu treino, num sábado ou num domingo, com um jeito todo especial de ser. Afinal, as provas de ruas nos conectam as pessoas nos energizando para um objetivo, que é o evento de rua seguido de medalha e fotografias.
     Estou prestes a entrar no terceiro mês de treino, e a 14 semanas do grande dia da Maratona de Nova York. Percebo que minha ansiedade em nada diminuiu. Muito pelo contrário. Tenho notado que quanto mais preparada fico, mais ansiosa me sinto. Logicamente, que isso deve ter a ver com cobrança. Pois, tudo o que a gente quer quando se prepara para alguma coisa é ver o final e saber que tudo deu certo. Mas este final, somente Deus dará. E eu até lá, vou fazendo o que devo fazer dia após dia, treino após treino.
     Vale lembrar, que todo dia é dia de se reavaliar. E se durante este meu caminho para a Maratona, eu precisar mudar novamente de estratégia, de treino e seja lá mais do que for, com toda a coragem irei mudar.
     A gente se vê na próxima corrida, ou seja, nos vemos no próximo final de semana, em minha próxima corrida de rua. E que ninguém me venha dizer que estou viciada em correr. Porque eu vou responder, que isso é mais do que um vício ou uma necessidade. É uma estratégia. Pois, quem é que pode afirmar que um vício não é uma necessidade ou que uma necessidade não seja um vício! Para mim, aumentar o volume de provas de rua é uma questão de estratégia.
     E depois que a Maratona passar e dezembro chegar, ai sim, poderei avaliar e saber se estarei viciada ou necessitada das corridas de rua.
     Vale ressaltar, que o meu treinador está muito bravo e achando péssimo tudo isso. Ele gostaria que eu seguisse treinando musculação num dia e corrida no outro e assim adiante. Mas iremos tentar ao meu modo, mesmo que tanto contrariado. E nada está escrito em pedra. Os treinos ainda podem ser muito mudados. Tenho até o dia 04 novembro, o grande dia da maratona, para tentar e acertar conforme o meu ritmo e rotina.

domingo, 22 de julho de 2012

Circuito Athenas de Distâncias Progressivas

Com Adriane Galisteu, que correu hoje 4km.
     Hoje foi dia de corrida com medalha na rua. Mais uma vez superei o meu tempo de 8km de meus treinos. Fiz uma corrida de distância de apenas 8km e foi difícil (sentindo as pernas pesadas), porém com passada mais rápida e menor tempo.


Cada  quilômetro uma conquista.
   
 




   A primeira etapa deste Circuito Athenas em São Paulo foi realizada no dia das mães, em 13 de maio. Como essa corrida é caracterizada pelas distâncias progressivas, que podemos optar a cada etapa, escolhi correr 4km na 1ª etapa, 8km na 2ª etapa que foi hoje, e 16 km na 3ª etapa, que infelizmente vai acontecer no mesmo dia que a maratona de Nova York, e eu não vou poder participar.




     Uma das frases estampadas na camiseta do kit da corrida era: "Perseverança não é uma corrida longa, são muitas corridas curtas, uma após a outra." (Walter Elliot)

     As corridas longas, como uma maratona, são feitas para os mais atrevidos e corajosos. O que é bastante diferente do que cita Walter Elliot. De qualquer maneira, para se alcançar uma longa distância, é preciso ter percorrido muitas curtas.







   Devo dizer para finalizar esta postagem, que as provas de rua como o Circuito Athenas são sensacionais. Creio que seja muito emocionante milhares de pessoas em busca de um só objetivo: vencer a si próprio no tempo e na distância. E o bonito de se ver em provas como essas é o mar de gente que cobre a Marginal e pulsa energia no asfalto. Muito lindo de se ver e viver.





  Neste Circuito de apenas 8km me tiraram muitas fotos, que registram muitas vezes mais do que qualquer palavra.











Aproveito o ensejo e registro a foto feita por meu amigo 'O Corretor Corredor', que corre realizando a proeza de fotografar.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Lesão Rumo à Maratona


Com Apache_Consentimento, Sincronismo e Parceria
   Era dia 16 de junho e eu já treinava intensamente para a maratona fazia vinte dias. Eu me sentia muito animada porque no dia seguinte, 17 de junho, eu iria participar da Maratona Internacional de São Paulo, correndo apenas os 10 Km, mas já era com uma motivação maior. Todavia, acredito que isso acontece no geral para todos nós corredores. A cada corrida de rua conquistada, assim como a cada treino, a satisfação vai aumentando e ganhando espaço dentro da gente. Naquele dia fui ver o Apache, que é meu belo cavalo tordilho, que já ficou branco. Saímos para andar, trotar e galopar, e antes da partida de sua casa de baias, perguntei ao seu tratador se a sela estava bem apertada, porque o meu instrutor havia apertado a sela duas vezes naquela semana e me disse, que todos os dias a minha sela estava ficando folgada. Nem tão lógico assim, ele respondeu que a sela estava ótima. E eu parti. Nesse dia estávamos na maior pista e aberta, e o Apache se assustou com um cachorro que apareceu correndo, e ele limpou com força total para a direita, a sela rodou 90 graus, e eu caí no chão, pela primeira vez da minha vida, numa queda de cavalo com 1.70 de cernelho.

Com Marcos, um anjo da Guarda
   Com a queda aprendi que é impossível sair de um tombo desses totalmente ilesos. Machuquei o queixo, muito internamente a boca, a cabeça e neste caso, machuquei demais o joelho. Sai do Haras mancando com o pensamento fixo que precisava me cuidar para correr os 10Km da corrida do dia seguinte. Passei numa loja de materiais cirúrgicos e comprei faixa, bolsa para compressa, e joelheira. Depois fui até a farmácia e comprei um gelo em spray para ajudar na recuperação, que deveria acontecer em no máximo em 15 horas. E deu tudo certo como imaginei. Fui para a corrida no dia seguinte com a joelheira e confiante que completaria a minha corrida tranquilamente. Para completar a boa sorte do dia, encontrei com Marcos, que me ajudou a aquecer e alongar durante uma hora antes da prova e isso fez com que meu joelho não doesse nem um pouco durante o percurso todo.

   Passou o tempo e eu continuei com os treinos e com as corridas de rua, até chegar o dia da Meia de Sampa, a minha segunda meia maratona (21Km). Tive uma corrida, dentro das minhas possibilidades e dentro das minhas experiências, que foi sensacional. Foi a melhor prova que fiz até hoje. Terminaram os 21Km e eu nada sentia. Até que chegou o dia seguinte e até que se passaram 48 horas.

Bolsa, faixa e joelheira para lesão.
   Depois de dois dias, aquela dor que senti na queda do cavalo, voltou ainda mais intensa. Ela veio acompanhada de outras dores e somente no lado daquele joelho. Contudo, precisei tomar uma decisão muito importante nesta semana. Interrompi as minhas aulas de equitação – salto, e vou diminuir bastante os meus passeios, por hora, com o meu amado gigantão Apache. Logicamente, que as dores vieram pelo esforço repetitivo, mas não me deixaram dúvida alguma, pelo próprio histórico que tenho que foram advindas da lesão de joelho que tive há um mês com a queda do cavalo.

   A caminho de uma maratona, quando a gente se propõe a treinar com garra e com determinação de completar os 42,195Km, da melhor maneira que nos é possível, é preciso fazer escolhas. Escolhemos todos os dias. Escolhemos o que comemos e o que bebemos; em que horas iremos dormir para descansar e recuperar, em qual programa a gente vai participar (para mim, tem sido quase nenhum além dos treinos, do filho, dos bichos e do trabalho), sobretudo, como aconteceu comigo, quais riscos iremos nos permitir correr.

   Tenho notado a cada dia que passa, que prestes a completar dois meses de treino, eu já aprendi coisas demais. No início, achava exagero o que lia por ai sobre maratonistas e sua rotina diária. E hoje já percebi que escolher fazer uma maratona, é uma opção de modo de vida. É optar por uma rotina sagrada e de máximo respeito ao nosso corpo. Pois, cada deslize como uma queda de cavalo, pode nos custar muito caro nos treinos e nos exigir ainda mais esforços para nos recuperar.

   Enfim, nesta semana eu sigo treinando, e novamente com as bolsas de gelos, faixas, e infelizmente com o uso de relaxante muscular. Além de seguir sem montar o meu Apache que estou morrendo de saudades. Espero que com mais alongamento, logo eu me recupere, e que deixe de sentir dor. Faltam exatamente 107 dias ou 15 semanas para o grande dia.

   Dia 4 de novembro, em Nova York pretendo estar, inteira, sem dor, e pronta para os meus 42Km! E vamos que vamos, embora treinar! 

domingo, 15 de julho de 2012

Meia de Sampa




   Domingo, 15 de julho, tocou o alarme do meu celular às 04h00min AM e sem titubear já levantei e fui tomar meu café da manhã. Afinal era o momento da minha segunda meia maratona, a Meia de Sampa.







Tudo organizado e com tempo de sobra, eu pude me aquecer bastante antes da largada. O dia foi de bastante frio e amanheceu gelado. Com o frio que fez, já deu para ter uma leve noção do que me aguarda no dia da ‘Ing Marathon NYC’, em 4 de novembro.





   Com nariz escorrendo, foi dada a largada e eu parti para o abraço. Cheguei num tempo de 20min. melhor ou a menos do que a minha primeira meia maratona (21Km), em 4 de março, deste mesmo ano. Mas o melhor de tudo foi sentir o quanto já evolui com os meus treinos, pois durante a corrida eu não senti dor e a batida do coração já não me dava mais falta de ar.

   Hoje senti que para mim, a maior dificuldade a administrar daqui em diante, nesta fase de preparação para a maratona de Nova York, é a questão da sede a partir do quilometro 14. Todavia, acabo sem controle e bebendo muita água, o que me faz ficar pesada. Já estou imaginando administrar a sede em 42Km... Talvez tenha que usar o banheiro, mas farei de tudo para que não. É certo, que com a roupa molhada do jeito que fica a minha, ir ao banheiro no meio da corrida para fazer ‘xixi’, não é muito aconselhado. Além da perca de tempo, a gente perde completamente o ritmo.


   Enfim, conclui a prova muito feliz, fazendo muita gracinha pelo caminho, porque realmente eu pude sentir o quanto tem valido a pena treinar e me preparar para o dia D.

   A Meia de Sampa ficará em minha história como a 2ª meia maratona, e a primeira que realmente posso dizer que me senti preparada a fazer. O dia termina, e a dor no corpo não foi sentida. E isso faz toda a diferença.


Mais das minhas imagens na Meia de Sampa (é só clicar):
Foco Radical
Sport Click
WebRun



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Semana Especial

     Iniciando mais uma semana de treino com sabor muito especial. No próximo domingo tenho a minha segunda meia maratona para realizar. E desta vez, com mais experiência e com mais músculos, ou melhor dizendo, com mais conhecimento no assunto e condicionamento físico.
     As provas de rua motivam bastante os nossos treinos. Neste meu caso, é como ter vários objetivos de curto prazo para alcançar a meta principal de longo prazo.
     A Meia de Sampa é uma nova prova de 21Km, que será realizada na capital paulista no dia 15 de julho. Para mais informações, clique aqui!
     Bons treinos à todos os corredores, seja qual for a categoria, que possuem dentro de si o prazer de correr. E para aqueles que irão correr essa prova, nos vemos por lá!
     Abraço e sucesso, galera!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Os Treinos

     Comecei a me preparar para a minha primeira maratona, como já havia dito aqui, no início do mês de junho. Tenho feito um trabalho de fortalecimento muscular, três vezes por semana na academia e realizado os treinos de corrida. Os treinos de corrida são alternados na rua e na esteira.

     Logicamente que no decorrer deste tempo, eu e meu preparador físico já concluímos a média do meu tempo de corrida atual, que tende a melhorar, e cada dia o trabalho tem ficado mais motivador.

     Essa maratona me sorteou no momento certo. Ela tem me levado para uma qualidade de vida muito melhor e para uma vida muito mais disciplinada em todos os contextos, inclusive o principal deles, que é o alimentar.
     E continuamos no segundo mês de treino. Ainda faltam 121 dias ou 17 semanas para o grande dia. Creio que no dia 04 de novembro estarei preparada para os 42 195 m (42195 km), porque tenho me dedicado e me focado para isso.

domingo, 1 de julho de 2012

Como Participar da Maratona de NYC?

     O primeiro grande desafio da Maratona de Nova York, antes de percorrer seus 42 km, é se inscrever na prova. A procura é grande e suas vagas se esgotam com rapidez.

     Para conseguir participar da Maratona de Nova York existem cinco formas:

1)      Ser sócio do New York Road Runners e freqüentar outras provas promovidas pela entidade.

2)      Ser convidado pelos patrocinadores (ING, Asics, Continental Airlines, The New York Times, Timex etc.).

3)      Ser muito rápido conforme a faixa etária. Para homens entre 40 e 49 anos significa ter um tempo comprovado de 3h10 min. Atenção: tempos comprovados! 

4)      Outra opção é pagar um valor aproximado de 3 mil dólares para uma agência de turismo credenciada. 

5)      A forma mais comum, e concorrida, e foi como eu me inscrevi, é participar do famoso sorteio, ou famosa loteria. Segundo a Revista Runner´s apurou, na edição de 2009 foram cerca de 130 mil pessoas tentando as cerca de 20 mil vagas da “loteria”. As chances são reduzidas, mas se você se inscrever por três anos consecutivos e não for sorteado, terá a vaga garantida no terceiro ano. O website para a inscrição no sorteio: http://www.nycmarathon.org/

      Em todos os casos acima citados, com exceção do item 4 sobre agência de turismo, é necessário fazer a aplicação no website, no período do mês de janeiro. Todos os detalhes a gente encontra AQUI!

     Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode participar da Maratona de Nova York. As inscrições se iniciam no mês de janeiro. O sorteio pela loteria ocorre geralmente no mês de abril. Cada pessoa inscrita paga uma taxa de US$ 11 no ato da inscrição para o sorteio e se for aceito paga outra taxa de US$ 365 (para não residentes nos EUA). Os participantes recebem um kit de corrida com guia oficial, camisa, sacola, vale-transporte para largada, acesso a exposição e outros brindes. Uma vez completada a prova, recebe medalha, certificado e revista com resultado oficial.

     Fiz a minha inscrição para o sorteio, pagando 11 dólares com o cartão de crédito, em janeiro de 2012 e em abril já recebi o e-mail dizendo que havia sido sorteada. Dizem que tive muita sorte! E agora é a minha hora. Hora de treinar!

História da Maratona de NYC


     No próximo dia 4 de novembro, em 2012, será realizada a 42ª primeira edição da Maratona de Nova York. A primeira edição promovida pelo New York Road Runners, em 1970, contou com a participação de apenas 127 corredores, e destes, somente 55 cruzaram a linha de chegada.
     Fred Lebow, co-fundador da maratona, ampliou o percurso da prova depois de seis anos, incluindo os cinco distritos de Nova York. Deste modo, 2.090 atletas partiram de Staten Island passando pelo Brooklyn, Queens, Bronx e finalmente Manhattan. O novo trajeto teve a participação do bi-campeão olímpico de maratona Frank Shorter, atraindo a mídia e milhares de espectadores que foram às ruas para animar os corredores. Pronto! Lebow havia descoberto a fórmula que colocaria a competição no coração da cidade e atrairia o reconhecimento mundial.
     Esta combinação única de atletismo, participação do público, e atenção da mídia internacional logo atraiu os melhores corredores do mundo. No final da década de 70, o boom da corrida de rua estava explodindo nos Estados Unidos e Nova York era o centro. Mais de 9.000 pessoas participaram da edição de 1978, quando a norueguesa Grete Waitz bateu o recorde mundial feminino da maratona, terminando em 02h32min30.
     Vários recordes foram batidos ao longo dos anos, mas a Maratona de Nova York sempre foi mais que uma competição de velocidade. Em 1992, com o fim das sanções internacionais aos atletas sul-africanos, Willie Mtolo resolveu disputar a prova e a venceu, garantindo repercussão mundial. Quando Tegla Loroupe cruzou a linha de chegada no Central Park, em 1994, sua vitória provou que as mulheres estavam no mesmo nível de competitividade que os homens do continente africano. Ela realizou isso, em Nova York, e o mundo reparou. Logo as mulheres quenianas foram convidadas para outras grandes corridas de distância.
     Em 2000, a New York Road Runners acrescentou uma categoria para cadeirantes na maratona. Hoje, a categoria é uma das mais competitivas do mundo, com a participação de mais de 200 atletas em cadeiras de roda. Além disso, uma grande variedade de atletas com deficiências diversas participam ativamente a cada edição.
     Embora a maratona sempre tenha se caracterizado pela participação da comunidade local, com mais de dois milhões de nova-iorquinos indo às ruas para apoiar os atletas, esse aspecto da corrida ficou mais evidente em novembro de 2001. Menos de dois meses após os atentados terroristas de 11 de setembro, a Maratona de Nova York transformou-se em um ato de esperança e de renovação para os seus participantes, espectadores e todos os nova-iorquinos.
     Mas a Maratona de Nova York não tem significado apenas para os americanos, uma variedade de atletas de todo mundo participam a cada edição, incluindo algumas centenas de brasileiros. O brasileiro Marilson dos Santos venceu duas vezes a prova, em 2006 e 2008 (em 2h08min43).
Hoje, mais de 40 anos após seu início, a Maratona de Nova York cresce em tamanho e lidera o circuito mundial de maratonas. Mais um motivo para que eu aproveite a chance de estar numa das corridas mais disputadas no mundo. (Fonte)