No próximo dia 4 de novembro, em 2012, será realizada a 42ª
primeira edição da Maratona de Nova York. A primeira edição promovida pelo New
York Road Runners, em 1970, contou com a participação de apenas 127 corredores,
e destes, somente 55 cruzaram a linha de chegada.
Fred Lebow, co-fundador da maratona, ampliou o percurso da
prova depois de seis anos, incluindo os cinco distritos de Nova York. Deste
modo, 2.090 atletas partiram de Staten Island passando pelo Brooklyn, Queens,
Bronx e finalmente Manhattan. O novo trajeto teve a participação do bi-campeão
olímpico de maratona Frank Shorter, atraindo a mídia e milhares de espectadores
que foram às ruas para animar os corredores. Pronto! Lebow havia descoberto a
fórmula que colocaria a competição no coração da cidade e atrairia o reconhecimento
mundial.
Esta combinação única de atletismo, participação do público,
e atenção da mídia internacional logo atraiu os melhores corredores do mundo.
No final da década de 70, o boom da corrida de rua estava explodindo nos
Estados Unidos e Nova York era o centro. Mais de 9.000 pessoas participaram da
edição de 1978, quando a norueguesa Grete Waitz bateu o recorde mundial
feminino da maratona, terminando em 02h32min30.
Vários recordes foram batidos ao longo dos anos, mas a
Maratona de Nova York sempre foi mais que uma competição de velocidade. Em
1992, com o fim das sanções internacionais aos atletas sul-africanos, Willie
Mtolo resolveu disputar a prova e a venceu, garantindo repercussão mundial.
Quando Tegla Loroupe cruzou a linha de chegada no Central Park, em 1994, sua
vitória provou que as mulheres estavam no mesmo nível de competitividade que os
homens do continente africano. Ela realizou isso, em Nova York, e o mundo
reparou. Logo as mulheres quenianas foram convidadas para outras grandes corridas
de distância.
Em 2000, a New York Road Runners acrescentou uma categoria
para cadeirantes na maratona. Hoje, a categoria é uma das mais competitivas do
mundo, com a participação de mais de 200 atletas em cadeiras de roda. Além
disso, uma grande variedade de atletas com deficiências diversas participam
ativamente a cada edição.
Embora a maratona sempre tenha se caracterizado pela
participação da comunidade local, com mais de dois milhões de nova-iorquinos
indo às ruas para apoiar os atletas, esse aspecto da corrida ficou mais
evidente em novembro de 2001. Menos de dois meses após os atentados terroristas
de 11 de setembro, a Maratona de Nova York transformou-se em um ato de
esperança e de renovação para os seus participantes, espectadores e todos os
nova-iorquinos.
Mas a Maratona de Nova York não tem significado apenas para
os americanos, uma variedade de atletas de todo mundo participam a cada edição,
incluindo algumas centenas de brasileiros. O brasileiro Marilson dos Santos
venceu duas vezes a prova, em 2006 e 2008 (em 2h08min43).
Hoje, mais de 40 anos após seu início, a Maratona de Nova
York cresce em tamanho e lidera o circuito mundial de maratonas. Mais um motivo
para que eu aproveite a chance de estar numa das corridas mais disputadas no
mundo. (Fonte)
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